• Auxiliar de manutenção registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil nesta terça-feira (13).
  • Trabalhador afirma que sofreu retaliação e ameaça após pedir oficialização por escrito de sua transferência.
  • Direção do hospital negou a discussão e informou que o remanejamento ocorreu com respeito.

Um servidor público municipal registrou um boletim de ocorrência por ameaça contra o diretor do Hospital Municipal de Santa Rita do Pardo, na manhã desta terça-feira (13). O caso ocorreu na garagem da unidade de saúde, após uma discordância sobre o remanejamento do trabalhador para outro setor da prefeitura.

De acordo com as informações publicadas pelo site Cenário MS, o auxiliar de manutenção Edimilson Queiroz Pereira, de 49 anos, foi abordado pelo diretor da unidade, Felipe Vale de Sousa. O gestor teria ordenado verbalmente que o funcionário se apresentasse ao secretário municipal de Obras, indicando que ele estava à disposição. Ao pedir que a ordem fosse formalizada por escrito, o servidor afirma que o diretor se recusou, elevou a voz e proferiu a frase intimidatória: "Você fica esperto que agora vou te mostrar quem sou eu".

Suposta retaliação

O trabalhador informou à reportagem do veículo de origem que esta seria a quarta transferência de cargo em menos de um ano, o que ele classifica como perseguição da gestão municipal. Ele alega que a medida seria uma retaliação associada a uma denúncia recente sobre o descarte irregular de medicamentos no hospital, da qual a direção suspeita que ele seja o responsável.

A discussão na garagem teria sido presenciada por duas testemunhas e registrada pelas câmeras de segurança do local. O servidor formalizou o pedido de representação criminal na Delegacia de Polícia Civil, que investigará o caso.

Em nota conjunta enviada ao Cenário MS, a direção do Hospital Municipal e a Secretaria Municipal de Saúde negaram as acusações de ameaça. O comunicado afirma que a versão do servidor é uma inverdade, ressaltando que ele foi tratado com "respeito e urbanidade". A gestão confirmou que o funcionário foi colocado à disposição do setor de Recursos Humanos, justificando a ação pela natureza de seu cargo, e declarou que não houve qualquer animosidade no episódio.